Para entender melhor como isso é realizado, observe, por exemplo, um dos primeiros algoritmos de compressão de dados: a sequência de letras “ssssssssss” ocupa 10 bytes de memória, mas pode ser representada por “10s” ocupando apenas 3 bytes e economizando 70% de espaço. O algoritmo utilizado nesse caso retirou as informações redundantes.

Existem muitos tipos de algoritmos de compressão e, devido à diversidade, foram criados diferentes critérios para classificar os algoritmos. Um dos critérios mais conhecidos é o da perda ou não de informações ao final do processo de compressão.

No exemplo anterior, o algoritmo que retira as redundâncias não perde informação, apenas a armazena de modo diferente, por esta razão pode ser classificado como um algoritmo de compressão “sem perdas”.

Pode parecer estranho, mas existem algoritmos de compressão que alteram os arquivos gerando perdas. Neste caso, a pergunta imediata é: isso não acarretaria a inutilização do arquivo original?

Se você está trabalhando com arquivos de texto, planilhas eletrônicas e arquivos bancários contendo cifras generosas, a perda de informação não é aceitável. Por outro lado, se em um arquivo de música retiramos as frequências inaudíveis ao ouvido humano, estaremos alterando o tamanho do arquivo, gerando perda de informações, mas ao executarmos esse arquivo será possível ouvir a música sem perceber nenhuma diferença, dado que apenas nuances inaudíveis foram retiradas.

Na imagem abaixo, é possível ver a música original em rosa e a versão comprimida em azul.

Outro exemplo de compressão de arquivos com perda aceitável seria um arquivo de imagem no qual as cores das folhas das árvores que compõe o cenário são padronizadas, sem gerar perda sensível aos olhos do observador.

Apesar de estarmos perdendo informações, o arquivo continua transmitindo o mesmo conteúdo com diferenças quase imperceptíveis para quem analisa a imagem.

O MP3

Aperte o play e observe a execução da música com relação à sua frequência

O MP3 foi um dos primeiros e mais populares algoritmos de compressão de arquivos de áudio com perdas quase imperceptíveis ao ouvido humano. O bitrate (taxa de bits) padrão para esse tipo de arquivo é de 128 kbps (ou seja, 128 kilobits por segundo), o que corresponde a praticamente 10% do tamanho do arquivo original de música de um CD, cujo taxa padrão de dados é de 1411,2 kbps. Uma redução e tanto!

O algoritmo de compressão MP3 possibilitou que armazenássemos quase 10 horas de música em um único CD, com boa qualidade de reprodução.

Atualmente, com a evolução da capacidade dos dispositivos de armazenamento, podemos armazenar em um pen drive de 4GB, por exemplo, mais de 1.000 horas de músicas, o que representa mais de 40 dias tocando música sem parar e sem repetições. Tudo isso em um único pen drive.

ATENÇÃO!

Uma informação curiosa que passa despercebida é que compressão e compactação não são sinônimos. A compressão visa reduzir o tamanho dos arquivos e a compactação tem a função de unir dados que estão separados. Um exemplo clássico de compactação de dados é a desfragmentação de discos rígidos nos computadores.